quarta-feira, 27 de maio de 2015

Sobre coisas e lugares

  Cada coisa em seu lugar,cada coisa em seu lugar,cada coisa em seu lugar. Nunca consegui ao longo dos meus 20 anos ( 20 anos? ) colocar cada coisa em seu lugar. Nunca consegui ter uma rotina,nem sequer seguir cronogramas. Nunca consegui organizar minhas caixas,meus livros,meus discos,minha vida.
Nunca consegui ao longo dos meus 20 anos colocar cada coisa em seu lugar.Sempre esperei roteiros de terceiros,opiniões alheias,críticas gratuitas. Sempre me falaram o que vestir,o que comer,o que beber,aonde e com quem ir.
Repito,nunca consegui ao longo dos meus 20 anos colocar cada coisa em seu lugar. Nunca consegui seguir minha próprias vontades,nunca consegui me impor e tão pouco consegui ir atrás dos meus sonhos mais absurdos. Sempre desisto no meio do caminho. Seja nos estudos,no trabalho,nos relacionamentos. 
Sou um verdadeiro fracasso. Um verdadeiro fracasso ao 20 e poucos anos. Podem me dizer que sou muito nova que ainda tenho muito o que viver. Mas será mesmo que tenho? O futuro é tão incerto. Minha força de vontade tão volúvel. E pra completar nunca sei como colocar cada coisa em seu lugar.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Sobre tudo ou sobre nada

A tempos não escrevo,sempre gostei de escrever,me deixa mais leve. A tempos não vou a academia,gosto de correr,de fazer metas absurdas e pequenos desafios comigo mesma,me deixa mais leve,literalmente.

Acho que de um tempo pra cá venho evitando coisas que me deixam "leve". Talvez seja por isso que ando me sentindo tão pesada. E não falo pesada apenas no sentido literal. Mas pesada emocionalmente. Carregada de sentimentos que antes eu não conhecia.

Sempre fui do tipo que prefere observar a situação de longe. Não tomar partido. Que dá 8,9,10 chances se for preciso na esperança de que a coisa mude. Mas depois de algumas grandes decepções me tornei um pouco cética em relação a tudo,e todos.

Talvez cética o bastante pra não ver a beleza de pequenas coisas,gestos,situações, momentos. Talvez emotiva o bastante pra não conseguir dar adeus,seguir em frente.

Ficar pra sempre assim? Creio que não. Sei que uma hora eu reencontro meu rumo (ou meu azimute) minhas convicções. Meus limites estão aparecendo aos poucos,precisava sair do meu infinito.

Peso,peso,peso,peso saí de mim... Quero minha cabeça livre outra vez,quero meu coração sereno.

Sobre loucuras particulares

Sempre fui louca o suficiente para medir minha própria loucura. Sempre tive planos. Mania de guardar cartas,flores,papéis,coisas quebradas apenas por recordação. Sempre tive medo de perder, Sempre me apaguei mais do que deveria. Mania de amar muito ser amada pouco.

De repente eu menina de tudo, não sei de mais nada. Não sei mais o que pensar,o que fazer. Sei que vivo de mentiras,porém nem ao menos sei qual é a verdade. Sei da dor que permanece. A dor de não saber o que sou ou o que quero.

Pobre garoto deve estar cansado de emprestar seus dias felizes a mim. Culpa minha,sei disso. Que de uns dias para cá estou inteira e completamente mergulhada na insanidez, Será que são tão fraca? Ou será que é apenas um sintoma colateral de se estar crescendo?

Menino bonito,que agora é triste,medroso. Mais uma vez culpa minha,eu sei.Por que fui entrar nesse relacionamento sem ao menos ter certeza do que sinto por ele,por mim,por nós?

Tem dias que a unica coisa que me vem a cabeça é : como é difícil ser eu. Como é difícil não ser a garota mais bonita,mais inteligente,mais legal. Como é difícil ser tudo isso que me coube ser.
As vezes tenho vontade de jogar tudo para o alto e ir embora para algum lugar onde eu não conheça ninguém e ninguém me conheça. Esquecer as circunstâncias,os meios e os fins.

Mas sempre fico aqui esperando pelo dia em que acordarei e tudo estará milimetricamente no seu devido local. Minha cabeça,minha alma e meu coração. Enquanto ele não chega continuo vivendo minha loucura particular.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Sobre pronomes pessoais



Hoje quero me distanciar do que eu costumava ser. Apesar do que o que estou sendo ultimamente creio que não é aquilo que sou. Certas futilidades e apegos não são parte de mim. Mas estão cada vez mais presentes.

Volto a encontrar me a partir do momento em que o medo me aparece. Sem ele não seria eu. Ele,o medo, me faz fraca mas também me faz forte.

Meus sonhos se realizaram,não devo encontrar novos?

E só me sobra o medo,a vontade de mudar e o fardo de ser eu.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Sobre ser aleatória




Queria tanto fazer um belo e comovente texto mas no momento milhares de pensamentos aleatórios se passam em minha cabeça: a evolução da nossa espécie,a vida dos golfinhos,o conhecimento que a ciência nos oferta, em como as musicas do Ed Sheeran são fofas, em como é bom realizar um sonho e até mesmo sobre o que leva uma pessoa a se dedicar inteira e totalmente a uma crença.

Como havia dito pensamentos aleatórios. Os quais poderia ficar horas falando sobre. Mas infelizmente a rapidez dos meus pensamentos e a velocidade em que mudo de um pra outro não são nem um pouco proporcionais à minha velocidade de formular frases e escrevê-las.

Maior que minha dificuldade em escrever só a que tenho em fazer conclusões . Desde a época da escola, pra mim a estórias não acabavam elas sempre teriam desenvolvimento e nada de fim. O fim sempre era breve e aleatório. Tão "Away " quanto meus pensamentos citados acima.

E cá estou mais uma vez deitada na minha cama em plena madrugada escrevendo algo que só eu mesma entendo. E bem isso é o fim. (Não disse que era ruim em conclusões?)




sábado, 26 de abril de 2014

Sobre pessoas descartáveis




 Amiga.,

  Impressionante a facilidade que alguns tem de descartar coisas que não lhe são mais úteis não é mesmo? Mas agora veja só,andam descartando pessoas. Isso mesmo seres humanos,de carne e osso,pele e alma. Descartam como se fosse um mero objeto obsoleto.

  Pior que isso são aquelas pessoas que fazem outras de peça encostada no armário. Não entendeu? Calma que já te explico. Sabe aquele vestido velho que você raramente usa e não tem coragem de jogar fora ou de doar? Aquele vestido que você só lembra de usá-lo quando você já revirou seu guarda-roupas quinhentas vezes e por falta de opção decidiu vestir?

  É isso que mais vejo por aí. Gente que se diz amigo,compartilha momentos,divide segredos e um belo dia PUFFF desaparece como mágica. Some do mapa. Aí você se pergunta mas o que eu fiz de errado? Éramos amigas não? Te faz sentir culpa e mais que isso saudade.

  Também como num passe de mágica um belo dia a pessoa ressurge. Se enfia outra vez na tua vida. Você, claro,aceita. Somos amigas não? E junto dela a pessoa lhe traz dezenas de problemas, Milhares de pedidos de ajuda e mais que isso uma enorme necessidade de seu consolo. E mais uma vez você se vê fadado a doar-se,a ajudar, a ser aquilo que lhe é de obrigação como boa amiga que tu és.

  Mas parece que tudo que você fez,faz e faria por aquela pessoa não é e nunca será o suficiente. Ela te suga e depois vai embora. Te joga fora. Ou simplesmente te deixa alí num cantinho enquanto a vida dela passa. Até claro,que algo ruim aconteça. Por que pra esses momentos ela sabe quem tem um belo remédio: VOCÊ.

  Mas acontece que cansei disso,cansei de ser expectadora da vida cor de rosa e protagonista de tragédias. Cansei de ser estepe para horas ruins,cansei de ser amiga de quem não me dá reciprocidade.

Então querida amiga esqueça aquele vestido velho,vulgo eu,ele não está mais aí no fundo do seu armário.

Com carinho de sua amiga,
Descartável.






terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Sobre começos...




Primeiramente quero dizer-lhes (ao melhor dizer-me ,pois creio que tudo que será escrito aqui,neste local, não será nada mais que um longo monólogo) que ainda não achei o real sentido de estar aqui a escrever,levando em consideração que já é exatamente 01:00 hora da manhã.

Mas sou assim mesmo costumo refugiar-me no canto da preguiça,vulgo meu quarto, e vez ou outra sinto vontade de falar coisas sem sentido,ir pra lugares desconhecidos,conhecer novas estórias. E é aí ,por falta de alguém para me ouvir,assumo, que costumo dialogar comigo mesma. Sobre diversos temas. Crio personagens,falas,lugares,situações.

Mas a pouco tempo reparei que talvez essa minhas maluquices se bem pensadas e bem escritas podem se tornar algo a mais. Poderiam deixar de ser apenas pensamentos soltos e se tornariam textos,rimas,poesias,desenhos. Qualquer outra coisa com maior utilidade,ou não,vai saber.

Então provavelmente por isso estou a cá. Mais uma vez num blog. Admito que deveria era pegar um papel e uma caneta e escrever,como nos velhos (velhos?) tempos.Mas pra ser sincera digitar me parece muito mais rápido e prático.

Sei que o titulo não tem nada a ver com o texto,e que o texto pode não ter o menor sentido mas é isso que se passava na cabeça neste momento.

 1:16,mas já? Hora de dormir mocinha.

Boa noite para todos,ou só pra mim mesma.